Pedágio Eletrônico Free Flow: O que É, Como Funciona e Como Pagar

Pedágio eletrônico é a cobrança de pedágio feita por pórticos instalados sobre a rodovia, sem cabine e sem cancela. O veículo passa na velocidade da via, o pórtico identifica a tag ou a placa, e a tarifa chega depois: na fatura, para quem tem tag, ou por pagamento pela placa, para quem não tem.

Atualizado em: 17/09/2026
Tempo de Leitura: 6 minutos
Pedágio Eletrônico

Compartilhe este post:

Nesta página, Pedágio Eletrônico é o sistema Free Flow, também chamado de pedágio sem cancela ou sistema de livre passagem. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) usa a expressão pedágio eletrônico em livre passagem para o mesmo modelo, e a Lei nº 14.157/2021 define sistema de livre passagem como a cobrança pelo uso de rodovias sem praças de pedágio e com identificação automática dos usuários.

Ficha rápida do Pedágio Eletrônico

Sobre

Resposta

Outros nomes

Free Flow, pedágio sem cancela, sistema de livre passagem

Precisa parar ou reduzir

Não. A passagem acontece na velocidade permitida da via

Com Tag Sem Parar ativa e vinculada ao veículo

Cobrança automática, lançada na fatura

Sem tag

Consulta pela placa e pagamento em canal oficial da concessionária do trecho, dentro do prazo

Onde consultar passagens sem tag

Canal da concessionária, aplicativo CNH do Brasil ou Portal de Serviços da Senatran

Prazo para pagar sem tag

Regra geral de 30 dias em setembro de 2026, contados da confirmação do registro da passagem; a data-limite aparece no canal da concessionária

Descontos para quem usa tag

DBT (Desconto Básico de Tarifa) e DUF (Desconto de Usuário Frequente), em trechos participantes

Base legal

Lei nº 14.157/2021 e regulamentação do CONTRAN

Neste guia:

Como pagar o Pedágio Eletrônico?

Com tag ativa, instalada corretamente e vinculada ao veículo, o pagamento é automático: a antena do pórtico reconhece a tag e a tarifa entra na fatura da operadora. Sem tag, você consulta a passagem pela placa e paga em um canal oficial da concessionária responsável pelo trecho, dentro do prazo.

Os canais de pagamento variam conforme a concessionária e o trecho. Nenhuma operação oferece todos esses canais ao mesmo tempo, e a lista válida para a sua passagem é a que a concessionária publica no site oficial dela:

  1. Cobrança automática por tag: a tag precisa estar ativa, colada no lugar indicado pelo fabricante e com a placa do veículo cadastrada na conta. Se algum desses requisitos falhar, a passagem pode ficar pendente na placa, e vale conferir o histórico na sua operadora;
  2. Site ou aplicativo da concessionária: é o canal padrão para quem não tem tag. Você informa a placa, vê as passagens registradas e paga pelos meios que a concessionária oferece, em geral Pix ou cartão;
  3. Portais integrados de consulta: o aplicativo CNH do Brasil e o Portal de Serviços da Senatran reúnem as passagens registradas pelas concessionárias integradas e indicam o canal responsável pelo pagamento. Algumas concessionárias também compartilham uma plataforma de pagamento: nos trechos dos grupos Motiva e Ecorodovias, por exemplo, as páginas oficiais dessas concessionárias indicam a plataforma Pedágio Digital. Em outros trechos, a plataforma é outra;
  4. Totens de autoatendimento: algumas concessionárias mantêm totens em bases de atendimento ao longo da rodovia, com consulta pela placa e pagamento por Pix ou cartão;
  5. Atendimento presencial: algumas operações aceitam pagamento em bases de atendimento ou comércios credenciados, como informa, por exemplo, a carta de serviços do Governo do Rio Grande do Sul para as rodovias gaúchas com Free Flow;
  6. Outros canais oficiais divulgados pela operação: algumas concessionárias oferecem atendimento e pagamento por WhatsApp, sempre a partir do número publicado no site oficial e com a conversa iniciada por você. O Programa Siga Fácil SP lista WhatsApp e aplicativo entre as formas de pagamento das concessionárias paulistas.

Sem Parar mantém o canal pedagioeletronicosemparar.com.br para pagamento avulso pela placa, sem tag e sem contratar plano. A cobertura depende das operações integradas à plataforma: antes de pagar, confira no próprio canal se o trecho da sua passagem está disponível.

A orientação que vale para qualquer trecho: identifique a concessionária responsável pela rodovia em que você passou e use um canal oficial dela.

Como consultar o Pedágio Eletrônico pela placa?

Quem não tem tag consulta as passagens pela placa no canal da concessionária do trecho ou nos portais federais de consulta. Quem tem Tag Sem Parar acompanha as passagens e a fatura no SuperApp Sem Parar:

  • Canal da concessionária do trecho: Mostra a passagem, o valor e o prazo, e recebe o pagamento;
  • Aplicativo CNH do Brasil: Desde 24 de agosto de 2026, o aplicativo permite visualizar as passagens registradas nos sistemas Free Flow integrados, de rodovias federais, estaduais ou municipais, e acessar o canal da concessionária responsável para consultar os detalhes e pagar, conforme a nota do Ministério dos Transportes. Quando o veículo já tem um meio de pagamento automático vinculado, como uma tag, a cobrança pode ocorrer por esse meio;
  • Portal de Serviços da Senatran: reúne os registros enviados pelas concessionárias integradas, com passagem, valor informado, prazo e concessionária responsável. Pessoas físicas podem usar o portal ou o aplicativo; empresas consultam exclusivamente pelo portal, segundo o Serpro, que desenvolveu a plataforma para a Senatran.


Os portais federais servem para consultar e chegar ao canal certo. O pagamento acontece no canal da concessionária. O registro de uma passagem pode levar algum tempo para aparecer; se a consulta não mostrar nada logo depois da viagem, repita a busca nos dias seguintes. Um passo a passo por canal está em
como consultar débitos de pedágio Free Flow.

Como pagar o Pedágio Eletrônico sem tag?

Sem tag, o pagamento é pela placa, em um canal oficial da concessionária, dentro do prazo. O caminho tem cinco passos:

  1. Identifique a concessionária responsável pelo trecho: a sinalização da rodovia informa o pórtico e a operadora, e a consulta pelo aplicativo CNH do Brasil indica a concessionária de cada passagem registrada;
  2. Acesse o site ou o aplicativo oficial dela digitando o endereço no navegador, sem clicar em links recebidos por mensagem;
  3. Informe a placa do veículo e localize a passagem;
  4. Confira o valor e a data-limite, e pague pelo meio oferecido;
  5. Guarde o comprovante ou o protocolo.


Quem não é cliente Sem Parar e quer resolver a passagem em um só lugar pode usar o pagamento avulso em
pedagioeletronicosemparar.com.br, desde que o trecho esteja entre as operações integradas à plataforma. O mesmo canal serve para pagar a passagem de um veículo que não está vinculado a nenhuma tag, como um carro alugado ou recém-comprado.

Se a viagem cruzou rodovias de concessionárias diferentes, você pode ter de repetir a consulta e o pagamento em mais de um canal. O guia golpe do pedágio Free Flow: como pagar sem tag com segurança detalha o procedimento, e passei no pedágio sem pagar, e agora? orienta quem já perdeu o prazo.

Qual site ou aplicativo usar para pagar o Pedágio Eletrônico?

Não existe um aplicativo único que receba o pagamento de todas as rodovias com Free Flow no Brasil. Cada concessionária define o canal do próprio trecho. O que existe são três tipos de ferramenta, com funções diferentes.

  • Site ou aplicativo da concessionária: recebe o pagamento. Em trechos das concessionárias Motiva e Ecorodovias, as páginas oficiais indicam a plataforma Pedágio Digital; em outros trechos, a concessionária mantém a própria ferramenta;
  • Aplicativo CNH do Brasil e Portal de Serviços da Senatran: mostram as passagens registradas nos sistemas integrados e direcionam ao canal da concessionária responsável. Não substituem o canal de pagamento;
  • SuperApp Sem Parar: concentra passagens, fatura e histórico de quem tem Tag Sem Parar. Quem não é cliente usa o pagamento avulso em pedagioeletronicosemparar.com.br, nos trechos integrados à plataforma.


Na dúvida sobre qual canal usar, comece pela sinalização do trecho ou pela consulta no aplicativo CNH do Brasil, que aponta a concessionária responsável.

Como funciona o Pedágio Eletrônico?

O sistema funciona em quatro etapas, sem intervenção do motorista:

  1. Passagem: o veículo cruza o pórtico na velocidade permitida da via, sem faixa exclusiva e sem redução obrigatória;
  2. Identificação: o pórtico combina câmeras, antenas e outros sensores. Segundo o Ministério dos Transportes, a identificação ocorre principalmente pela leitura automática da placa, por reconhecimento óptico de caracteres (OCR), ou por dispositivo eletrônico vinculado ao veículo, como a tag;
  3. Classificação: sensores do pórtico identificam o tipo de veículo e o número de eixos, para enquadrar a passagem na categoria tarifária correta;
  4. Cobrança: a concessionária processa a passagem e calcula a tarifa conforme as regras da concessão. Com tag, o valor entra na fatura da operadora. Sem tag, a passagem fica registrada na placa para pagamento dentro do prazo.


O pórtico de cobrança não é radar. As câmeras servem para identificar o veículo e registrar a passagem, como explica a
página oficial de Free Flow do Sem Parar, e respeitar o limite de velocidade da via continua obrigatório.

A tarifa varia conforme a concessão e a categoria do veículo. A Lei nº 14.157/2021 prevê cobrança com maior proporcionalidade ao trecho efetivamente utilizado, e em concessões paulistas mais recentes o motorista paga apenas pelo trecho percorrido, segundo o Programa Siga Fácil SP. A tarifa vigente de cada trecho está no canal da concessionária.

As rodovias, concessionárias e regiões com Free Flow, as regras para motocicletas e a expansão do sistema estão no guia completo de Free Flow do blog e na página oficial de Free Flow do Sem Parar, que traz a cobertura atualizada.

Qual é o prazo para pagar e o que acontece se eu não pagar?

Em setembro de 2026, a regra geral é de 30 dias para pagar a tarifa, contados da confirmação do processamento do registro da passagem junto ao órgão máximo executivo de trânsito da União, conforme a Resolução CONTRAN nº 1.013/2024 com a alteração da Deliberação CONTRAN nº 277/2026, segundo o Serpro. A data-limite de cada passagem aparece no canal da concessionária e nos portais federais de consulta. A contestação de uma cobrança não suspende esse prazo.

Até 16 de novembro de 2026 vale um regime de transição. A Deliberação CONTRAN nº 277/2026, publicada em 29 de abril de 2026, concedeu prazo excepcional de 200 dias para regularizar tarifas de Free Flow em aberto. Durante esse período, o não pagamento não configura a infração de trânsito, e os órgãos de trânsito não podem lavrar autos, expedir notificações nem atribuir pontos por ela. A tarifa continua devida. Para passagens feitas nesse período, prevalece o prazo mais favorável ao usuário. A norma também prevê a revisão de multas já pagas, mediante comprovação do pagamento da tarifa, junto ao órgão que aplicou a penalidade.

Fora do regime de transição, deixar de pagar a tarifa dentro do prazo pode configurar a infração prevista no art. 209-A do Código de Trânsito Brasileiro, incluída pela Lei nº 14.157/2021: infração grave, com multa e 5 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Quem aplica a penalidade é o órgão de trânsito competente, não a concessionária, e a tarifa segue devida mesmo depois da autuação.

Os detalhes do regime de transição estão em suspensão de multas do Free Flow, e o caminho para regularizar uma passagem atrasada está em passei no pedágio sem pagar, e agora?.

Como evitar golpes no Pedágio Eletrônico?

A ANTT alerta que nem a agência nem as concessionárias enviam cobrança de pedágio por WhatsApp, e-mail, SMS ou anúncios na internet. Uma mensagem que chega sem você pedir, com link de pagamento, exige verificação antes de qualquer ação: não clique no link, abra o site oficial da concessionária digitando o endereço e confira se a passagem existe.

Isso é diferente do atendimento por WhatsApp que algumas concessionárias oferecem. Nesse caso, é você quem inicia a conversa, a partir do número publicado no site oficial da operadora, e a consulta acontece dentro de um canal que ela mesma divulga.

Não existe site único nacional de pagamento nem boleto automático. Antes de pagar, confira o endereço na barra do navegador, o nome do beneficiário do Pix ou do boleto e a coerência entre o trecho cobrado e a viagem que você fez. Sites falsos costumam copiar o visual das páginas oficiais, mas não conseguem copiar o endereço.

A lista de endereços oficiais do Sem Parar está em links confiáveis do Sem Parar, e o guia golpe do pedágio Free Flow mostra os formatos de fraude mais comuns.

Como a Tag Sem Parar funciona no Pedágio Eletrônico?

A Tag Sem Parar é o dispositivo colado no para-brisa que a antena do pórtico reconhece na passagem. Com a tag ativa, instalada corretamente e vinculada à placa do veículo, a tarifa entra na fatura e você acompanha cada passagem no SuperApp Sem Parar, sem consultar concessionária por concessionária.

Três condições precisam estar em ordem para a cobrança automática acontecer: a tag ativa, a instalação no local indicado e a placa cadastrada na conta. Se alguma delas falhar, a passagem pode ficar registrada na placa como pendente, e o histórico no SuperApp Sem Parar é o lugar para conferir.

Quem usa tag pode receber dois descontos nos trechos participantes:

  1. DBT (Desconto Básico de Tarifa): aplicado na tarifa da passagem;
  2. DUF (Desconto de Usuário Frequente): progressivo conforme o número de passagens no mesmo trecho dentro do período.

Os percentuais variam por rodovia e constam na página oficial de Free Flow do Sem Parar. Quem paga pela placa, sem tag, não recebe esses descontos.

Sem Parar organiza a tag em famílias de plano, que variam pelo que incluem além do pedágio e pela forma de cobrança: Ideal, Prático, Flex e Livre, mais o plano de entrada Livre Free Flow, pré-pago, sem mensalidade e voltado ao Pedágio Eletrônico. A mesma tag também funciona em estacionamentos, postos e outros pontos conveniados. As condições de cada família estão em semparar.com.br/planos, e o conteúdo sobre a tag de pedágio explica o dispositivo em detalhe.

Perguntas frequentes sobre Pedágio Eletrônico

O que é Pedágio Eletrônico?

É o sistema Free Flow: a rodovia cobra a tarifa por meio de um pórtico, sem cabine e sem cancela, identificando o veículo pela tag ou pela placa enquanto ele passa na velocidade da via. A lei brasileira chama esse modelo de sistema de livre passagem.

Sim. Pedágio Eletrônico, Free Flow, pedágio sem cancela e sistema de livre passagem são nomes para o mesmo sistema de cobrança em pórtico. A ANTT também usa a expressão pedágio eletrônico em livre passagem.

Com tag ativa e vinculada ao veículo, a cobrança já aconteceu e vai aparecer na sua fatura. Sem tag, identifique a concessionária do trecho, consulte a placa no canal oficial dela e pague dentro do prazo pelo meio que ela oferece.

No site ou aplicativo da concessionária do trecho, no aplicativo CNH do Brasil ou no Portal de Serviços da Senatran. Os portais federais mostram as passagens registradas pelas concessionárias integradas e indicam onde pagar.

Consulte a passagem pela placa no canal oficial da concessionária ou no aplicativo CNH do Brasil e pague dentro do prazo no canal indicado. Quem não é cliente Sem Parar também pode usar o pagamento avulso em pedagioeletronicosemparar.com.br, nos trechos integrados à plataforma.

O pagamento pode ser realizado no site ou aplicativo da concessionária da rodovia; nos trechos das concessionárias Motiva e Ecorodovias, as páginas oficiais indicam a plataforma Pedágio Digital. O CNH do Brasil serve para consultar e chegar ao canal certo, e o SuperApp Sem Parar concentra as passagens de quem tem tag.

Em setembro de 2026, a regra geral é de 30 dias, contados da confirmação do registro da passagem junto ao órgão federal de trânsito. A data-limite de cada passagem aparece no canal da concessionária. Até 16 de novembro de 2026 vale o regime de transição da Deliberação CONTRAN nº 277/2026, e prevalece o prazo mais favorável ao usuário.

A tarifa continua devida. Fora do regime de transição, o não pagamento dentro do prazo pode configurar a infração do art. 209-A do Código de Trânsito Brasileiro, que é grave e soma 5 pontos na CNH, além da multa. Durante o regime de transição, que vale até 16 de novembro de 2026, o não pagamento não configura a infração.

A antena do pórtico lê a tag e a tarifa entra na fatura, com DBT e DUF nos trechos participantes. Para isso, a tag precisa estar ativa, instalada corretamente e vinculada à placa do veículo. As passagens ficam no histórico do SuperApp Sem Parar.

Cobrança que chega por WhatsApp, SMS, e-mail ou anúncio sem você pedir exige verificação no site oficial da concessionária, digitado no navegador. A ANTT e as concessionárias não enviam cobrança por esses meios. Confira o endereço do site e o beneficiário do pagamento antes de pagar.

A tarifa depende da concessão e da categoria do veículo, e em concessões mais recentes pode ser proporcional ao trecho percorrido. Quem usa tag pode ter DBT e DUF nos trechos participantes, o que também muda o valor final.

Pela sinalização da rodovia, que identifica o pórtico e a operadora, ou pela consulta da placa no aplicativo CNH do Brasil, que aponta a concessionária responsável por cada passagem registrada. O guia completo de Free Flow do blog lista as rodovias e concessionárias com o sistema.

Quer deixar o Pedágio Eletrônico automático?

Com a Tag Sem Parar ativa e vinculada ao seu veículo, as passagens pelo Free Flow entram na fatura e ficam no SuperApp Sem Parar. Compare as famílias de plano e contrate em semparar.com.br/planos. Se preferir, você também pode contratar pelo SuperApp Sem Parar.

Passou por um pórtico e só quer quitar a passagem? Consulte se o trecho está integrado e pague pela placa em pedagioeletronicosemparar.com.br, sem contratar plano.

Você com mais tempo para o que importa.

#TudoProSeuCarro

5/5 - (3 votos)