o Pedágio Free Flow já está valendo na BR-060/364. São cinco pórticos de pedágio entre Rio Verde, em Goiás, e Rondonópolis, em Mato Grosso, ao longo de 490,6 quilômetros, com cobrança iniciada em 7 de setembro de 2026. Quem passa com Tag Free Flow tem o débito processado automaticamente. Quem não tem tag é identificado pela placa e precisa pagar a tarifa em até 30 dias, sob risco de autuação por evasão.
O que muda para quem roda no corredor do agro
O trecho é uma das rotas mais movimentadas do escoamento agrícola do país, e passa a operar no modelo de pedágio sem cancela. Não existe praça física, não existe cabine e não existe parada. Os pórticos leem a tag do para-brisa ou registram a placa do veículo enquanto o carro segue em velocidade normal. A concessionária Rota Agro MT-GO responde pelo trecho em um contrato de 30 anos, com investimentos bilionários previstos ao longo da concessão.
Segundo os valores divulgados no início da operação, a tarifa para automóveis ficou na faixa de R$ 12,90 a R$ 17,80 por pórtico, com motocicletas isentas e desconto aplicado a quem passa com tag. Como tarifa de rodovia é reajustada periodicamente, sempre vale conferir o valor atualizado no canal oficial da concessionária antes de viajar.
Como funciona o pedágio eletrônico sem cancela na prática
O modelo de livre passagem inverte a lógica do pedágio tradicional. Antes, o motorista parava, pagava e seguia. No Free Flow, ele passa primeiro e a cobrança eletrônica acontece depois, de forma automática. Isso elimina fila, reduz frenagem e diminui o consumo de combustível em trechos de tráfego pesado.
A diferença prática está em quem tem tag e quem não tem. Com a Tag Free Flow, a antena do pórtico identifica o veículo na hora e o valor entra direto na fatura, com os descontos previstos em regulação. Sem tag, o sistema recorre à leitura da placa, e aí começa a contagem do prazo de 30 dias para que o motorista localize a passagem e faça o pagamento por conta própria.
Por que a inadimplência virou o ponto central do debate
A reportagem que originou esta nota destaca um dado incômodo: até abril de 2026, o país já acumulava 3,4 milhões de autuações ligadas ao não pagamento de pedágio eletrônico. O problema raramente é má fé. Na maioria das vezes, o motorista simplesmente não percebeu que passou por um pórtico de pedágio, não sabia onde pagar ou deixou o prazo vencer.
Por isso, o setor trabalha com metas técnicas exigentes de disponibilidade do sistema e de acerto na leitura de placa. E por isso também a tag deixou de ser conveniência e virou proteção. Ela remove o passo manual que é justamente onde a maior parte das pessoas escorrega.
O que fazer antes de pegar a estrada
Três atitudes resolvem quase tudo. Primeiro, confirme se o seu trajeto tem pórtico de pedágio sem barreira. Segundo, se você já tem tag, verifique se ela está ativa e bem fixada no para-brisa. Terceiro, se ainda não tem, considere resolver isso antes da viagem, porque cada novo trecho em livre passagem aumenta a chance de uma passagem esquecida virar multa.
O Free Flow não é mais promessa de futuro. Ele já está no Centro-Oeste, no Sudeste, no Sul e avança a cada nova concessão.
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Perguntas frequentes
Onde ficam instalados os pórticos do Free Flow na BR-060/364 e quando começou a cobrança?
A cobrança começou em 7 de setembro de 2026. São cinco pórticos de pedágio eletrônico instalados ao longo de 490,6 quilômetros na BR-060/364, cobrindo o trecho do corredor do agronegócio entre as cidades de Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT).
Qual é o valor da tarifa para carros e quem está isento do pagamento?
A tarifa para automóveis de passeio varia de R$ 12,90 a R$ 17,80 por pórtico atravessado. Motocicletas têm isenção total do pagamento no trecho. Já os veículos que utilizam tag ativa recebem desconto sobre o valor da tarifa cobrada.
Como funciona a cobrança para motoristas que transitam pelo trecho sem tag?
As câmeras do pórtico fazem a leitura automática da placa do veículo. O motorista assume a responsabilidade de consultar e quitar a tarifa em até 30 dias por conta própria, utilizando os canais oficiais disponibilizados pela concessionária Rota Agro MT-GO.
O que acontece se o condutor não quitar a tarifa dentro do prazo de 30 dias?
O vencimento do prazo sem pagamento converte a pendência em infração grave por evasão de pedágio no Código de Trânsito Brasileiro. O proprietário fica sujeito ao recebimento de multa administrativa no valor de R$ 195,23 e à aplicação de 5 pontos na CNH.
Quais os principais cuidados que o motorista deve tomar antes de viajar na BR-060/364?
O motorista deve checar se a rota possui pórticos eletrônicos e confirmar se a tag está ativa e bem fixada no para-brisa. Caso não utilize o dispositivo, deve se planejar para consultar e quitar os débitos nos canais oficiais em até 30 dias após a viagem.