A futura concessão da Rota Portuária do Sul, no Rio Grande do Sul, não vai ter praça de pedágio. A cobrança será feita por 12 pórticos eletrônicos, no modelo de livre passagem, e o valor pago vai depender da distância percorrida em cada trecho. Quem faz viagens curtas paga proporcionalmente menos. É o modelo de Pedágio Free Flow aplicado a um corredor inteiro, e não a um ponto isolado da estrada.
Em que pé está o projeto
A Agência Nacional de Transportes Terrestres aprovou o relatório final da audiência pública do projeto e liberou o envio do Plano de Outorga ao Ministério dos Transportes. Foram analisadas 78 contribuições recebidas entre março e abril de 2026, e as sugestões acolhidas entraram nas minutas de edital, de contrato e no Programa de Exploração da Rodovia.
Com isso, encerra-se a etapa de participação social e o projeto segue para a estruturação da futura licitação. O leilão está previsto para dezembro de 2026, com o edital programado para setembro.
Quais estradas entram na conta
O sistema rodoviário tem pouco mais de 465 quilômetros e reúne a BR-116, entre Camaquã e o início da ponte sobre o rio Jaguarão, na fronteira com o Uruguai, além da BR-392, entre o Porto Novo, em Rio Grande, e o acesso a Santana da Boa Vista, e ainda o acesso aos Molhes da Barra. É o antigo Polo Rodoviário Pelotas, que liga a Região Metropolitana de Porto Alegre ao corredor do Mercosul e ao Porto de Rio Grande.
Por que isso é um caso de pedágio eletrônico
A matéria original fala em sistema de livre passagem e em pórticos eletrônicos. É a mesma tecnologia que o motorista conhece como Free Flow, pedágio sem cancela ou pedágio sem barreira. Em vez de cabine e cancela, entram pórticos com câmeras e sensores que identificam o veículo em movimento, seja pela tag, seja pela leitura da placa.
A diferença aqui está no cálculo. Em vez de pagar um valor fixo ao cruzar uma praça, o usuário paga conforme o trecho que efetivamente rodou.
O que muda no bolso de quem roda pouco
Esse é o ponto mais relevante para o dia a dia. No modelo tradicional, quem entra na rodovia poucos quilômetros antes da praça paga o mesmo que quem atravessou o trecho inteiro. Com a cobrança por distância, a conta fica mais justa para o deslocamento curto, o que interessa especialmente a quem usa a estrada para trabalho, entrega ou trajeto entre cidades vizinhas.
O que o motorista deve acompanhar daqui para frente
Como o projeto ainda está em fase de estruturação, tarifas, regras de desconto e prazos de pagamento só ficam definidos com a publicação do edital e do contrato. Vale acompanhar os canais oficiais da ANTT e do Ministério dos Transportes ao longo dos próximos meses.
Uma coisa, porém, já dá para antecipar: em rodovia com cobrança eletrônica por pórtico, quem tem tag ativa resolve tudo automaticamente e não precisa lembrar de consultar placa nem correr atrás de prazo.
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Perguntas frequentes
Quantos pórticos de pedágio Free Flow serão instalados na Rota Portuária do Sul?
A concessão prevê a instalação de 12 pórticos eletrônicos ao longo de mais de 465 quilômetros de rodovias. A cobrança será realizada pelo sistema de livre passagem, sem praças físicas de pedágio, cabines ou cancelas em todo o trecho.
Quais rodovias do Rio Grande do Sul fazem parte do projeto da Rota Portuária do Sul?
O sistema abrange trechos da BR-116 (entre Camaquã e a fronteira em Jaguarão) e da BR-392 (entre o Porto de Rio Grande e Santana da Boa Vista), incluindo o acesso aos Molhes da Barra.
Como funciona o cálculo da tarifa no modelo de cobrança por distância?
Em vez de um valor fixo aplicado ao cruzar uma praça física, a tarifa é calculada proporcionalmente ao trecho efetivamente percorrido. Esse formato beneficia motoristas que realizam trajetos curtos entre cidades vizinhas, que pagam apenas pelo percurso rodado.
Qual é o cronograma previsto para o edital e o leilão dessa nova concessão?
A ANTT já aprovou o relatório final da audiência pública e enviou o plano de outorga ao Ministério dos Transportes. A publicação do edital está programada para setembro de 2026, com a realização do leilão prevista para dezembro de 2026.
Como será feito o pagamento da tarifa pelos motoristas que trafegarem na via?
Quem possui tag ativa tem a tarifa debitada automaticamente na conta do serviço. Motoristas sem o dispositivo têm o veículo identificado pela leitura automática da placa e precisam consultar e quitar o débito nos canais oficiais da concessionária após a viagem.
Quais são as principais vantagens da substituição das praças físicas por pórticos?
O modelo elimina filas e paradas obrigatórias, oferecendo maior fluidez e segurança viária. Além disso, a cobrança eletrônica viabiliza o pagamento proporcional ao trecho percorrido, reduzindo o custo das viagens de curta distância.