A ANTT apresentou em 8 de outubro de 2026 a proposta de um Portal de Interoperabilidade do Pedágio Free Flow, um ambiente único onde o motorista poderá ver todas as passagens registradas em pórticos de diferentes concessionárias e acessar as formas de pagamento. O portal não cobra nem retém dinheiro: ele organiza a informação, e o valor segue direto para a concessionária responsável pelo trecho. A proposta está em fase de audiência pública e recebe contribuições até 23 de outubro.
O problema que o portal quer resolver
Quem roda em rodovia já percebeu: o Free Flow tirou a cancela do caminho, mas o pagamento nem sempre acompanhou essa fluidez. Em uma única viagem, o carro pode cruzar pórticos de três ou quatro concessionárias diferentes. Cada uma com seu site, seu aplicativo, seu canal de atendimento. O pedágio sem cancela resolveu a parada física, e agora o desafio é resolver a procura por onde pagar.
Foi exatamente esse descompasso que a Agência Nacional de Transportes Terrestres colocou no centro da Audiência Pública nº 14/2026, realizada em Brasília na quinta-feira, 8 de outubro de 2026.
Como funcionaria o Portal de Interoperabilidade
A arquitetura apresentada parte da identificação do veículo, feita por leitura de placa ou por tag, e do processamento do evento de passagem. Esse registro chega ao portal, que verifica a consistência dos dados, armazena a informação com segurança e disponibiliza a visualização para o usuário. A infraestrutura prevê interfaces padronizadas, autenticação, validação, monitoramento e auditoria.
Na etapa de pagamento, a proposta contempla três caminhos: quitar diretamente com a concessionária, por meio de empresa autorizada pela ANTT, ou por um sistema de pagamento interoperável. A apresentação menciona Pix, cartão de crédito, cartão de débito e outros meios. Depois da quitação, o status do evento é atualizado, o que permite acompanhar a situação de cada cobrança.
O dinheiro não passa pelo portal
Esse é um ponto importante para quem usa a rodovia. A proposta separa de forma explícita o compartilhamento de informações do fluxo financeiro. O portal não participa da arrecadação nem da liquidação: os valores são direcionados diretamente a cada concessionária responsável pelo trecho percorrido. Na prática, o motorista ganha visibilidade e rastreabilidade sem que surja um intermediário no caminho do pagamento.
Sandbox regulatório, experimento com prazo
O modelo escolhido é o de sandbox regulatório, um ambiente controlado de testes. A minuta prevê selecionar uma concessionária, um grupo ou um consórcio de concessionárias reguladas pela ANTT, junto com a solução tecnológica. O selecionado desenvolve, implanta e opera o portal e recebe autorização temporária. Os chamados agentes integrados aderem de forma voluntária, compartilhando dados ou conectando sistemas e meios de pagamento. O experimento previsto é de até 36 meses.
Isso é Pedágio Free Flow, e muda a sua rotina
Vale a tradução: o Sistema de Livre Passagem citado pela ANTT é o mesmo Pedágio Free Flow que você já encontra na estrada. Pórtico no lugar da praça, cobrança eletrônica, sem cabine e sem barreira. A cobrança por pórtico já é realidade em boa parte da malha, e a interoperabilidade é o passo seguinte, o que organiza a experiência de quem paga.
O que acompanhar daqui para frente
As contribuições por escrito vão até as 23h59 de 23 de outubro de 2026, pelo sistema ParticipANTT. Depois disso, entram em cena as regras finais do edital e os indicadores de segurança, integração e experiência do usuário. Os parâmetros apresentados ainda podem ser aperfeiçoados.
Enquanto o portal único não sai do papel, a forma mais simples de não perder passagem de vista continua sendo a Tag Free Flow: a cobrança acontece de forma automática na passagem pelo pórtico, sem prazo para correr atrás. O Sem Parar tem a melhor Tag Free Flow do mercado, com planos para cada perfil de uso, e você pede a sua em semparar.com.br.
Perguntas frequentes
Qual é a função do novo Portal de Interoperabilidade da ANTT?
Apresentado pela ANTT em 8 de outubro de 2026, é um ambiente digital projetado para centralizar a consulta e o pagamento de passagens registradas em pórticos de diferentes concessionárias. Ele resolve a fragmentação dos canais de cobrança e simplifica o acompanhamento dos débitos pelo motorista.
Como funcionará o projeto de testes e qual é o prazo de operação do portal?
A proposta será implantada como um sandbox regulatório, que é um ambiente experimental controlado. A ANTT selecionará uma concessionária ou consórcio para desenvolver e operar a tecnologia por até 36 meses. A adesão de outras concessionárias para compartilhar dados e meios de pagamento será voluntária.
Quais formas de pagamento estarão disponíveis no sistema unificado de consulta?
A proposta da ANTT contempla múltiplos meios de quitação, incluindo Pix, cartão de crédito, cartão de débito e outras modalidades interoperáveis. Após a transação ser concluída, o status do evento é atualizado no portal, permitindo o rastreamento do débito pelo usuário.
Até quando a sociedade pode enviar contribuições sobre a proposta da ANTT?
A proposta foi objeto da Audiência Pública nº 14/2026 e está aberta para participação social. Motoristas, empresas e especialistas podem enviar sugestões para o aprimoramento das regras do portal até as 23h59 do dia 23 de outubro de 2026, através do sistema ParticipANTT.
Quem utiliza tag de cobrança automática precisará acessar o novo portal da ANTT?
Não. O motorista que utiliza tag ativa no para-brisa continua com a tarifa debitada automaticamente na fatura do seu plano contratado. O novo portal único da ANTT é voltado prioritariamente para os condutores sem tag que precisam localizar e quitar cobranças avulsas manualmente.
O portal da ANTT arrecadará ou reterá o dinheiro dos pedágios?
Não. O portal apenas organiza as informações de passagem, separando o compartilhamento de dados do fluxo financeiro. Ele não arrecada nem retém valores: o pagamento efetuado é direcionado diretamente para a conta da concessionária responsável pelo trecho rodoviário percorrido.