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title: "Cobrança por quilômetro rodado: o que a audiência sobre Free Flow na Câmara pode mudar para o motorista"
description: "O pedágio Free Flow vai mudar? A Câmara debate a cobrança proporcional por km rodado. Descubra como essa decisão pode impactar o seu bolso!"
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date_published: "2026-08-24T12:27:00-03:00"
date_modified: "2026-08-25T10:37:53-03:00"
author: "Josiany"
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# Cobrança por quilômetro rodado: o que a audiência sobre Free Flow na Câmara pode mudar para o motorista

A Câmara dos Deputados debate em 26 de agosto de 2026 a regulamentação do pedágio sem cancela. O ponto central é se o [Free Flow](https://blog.semparar.com.br/free-flow/) no Brasil está entregando o que a Lei 14.157/2021 previu, ou seja, cobrança proporcional ao trecho efetivamente percorrido. A audiência não muda a regra de imediato: quem passa por um pórtico hoje continua obrigado a pagar a tarifa, com tag ou pela placa, dentro do prazo do trecho.

O tema chega ao Congresso depois de dois anos de expansão acelerada do pedágio eletrônico e de um volume grande de reclamações de quem foi cobrado sem entender como.

## O que está em discussão

A audiência pública da Comissão de Viação e Transportes reúne reguladores, órgãos de trânsito e entidades do setor em torno de uma pergunta simples: o modelo que chegou às estradas é o mesmo que o Congresso aprovou? Segundo o autor do pedido de debate, deputado Hugo Leal, a resposta é não.

Os pontos listados para discussão são:

- **Proporcionalidade tarifária.** A promessa original do Free Flow é pagar pelo trecho rodado, e não uma tarifa cheia a cada pórtico.
- **Multas indevidas.** Motoristas autuados sem saber que passaram por um ponto de cobrança.
- **Desinformação.** Sinalização e comunicação que nem sempre deixam claro onde e como pagar.
- **Falta de integração nacional.** Cada concessionária com sua própria plataforma, o que gera atraso e confusão.
- **Segurança jurídica.** Coerência entre as normas da ANTT, do Contran e da Senatran.

## Por que isso interessa a quem pega a estrada

Porque as duas dores mais citadas pelos motoristas estão exatamente nessa lista: descobrir que houve uma cobrança e conseguir pagá-la no lugar certo. Já existem movimentos nessa direção, como a recente integração das passagens de Free Flow ao aplicativo CNH do Brasil, que centraliza os registros e aponta a concessionária responsável. A discussão no Congresso trata do passo seguinte, o desenho da própria regra de cobrança.

## O que não muda enquanto o debate acontece

Vale reforçar, porque a confusão é comum: audiência pública é etapa de discussão, não altera a norma vigente. Na prática, isso significa que:

- Passou por um pórtico de pedágio eletrônico, a tarifa é devida.
- Com Tag Free Flow ativa, a cobrança é automática.
- Sem tag, a identificação é pela placa e o pagamento depende de uma ação sua, no canal oficial da concessionária, dentro do prazo do trecho.
- A evasão de pedágio segue como infração grave no Código de Trânsito Brasileiro, com pontos na habilitação.

## Como acompanhar

A audiência é interativa, com transmissão pelos canais oficiais da Câmara dos Deputados, e o cidadão pode enviar perguntas. Para quem roda muito em rodovias com pórticos, vale acompanhar: mudanças na regra de proporcionalidade afetam diretamente o custo de trajetos curtos e repetidos, aqueles do dia a dia de quem mora perto de um ponto de cobrança.

## Enquanto a regra é discutida, a rotina continua

Independentemente do desfecho regulatório, o motorista segue precisando de uma coisa: previsibilidade. A tag entrega isso hoje, com cobrança automática nos pórticos e histórico organizado.

Se você quer atravessar qualquer trecho de pedágio sem cancela sem se preocupar com prazo, o Sem Parar tem a melhor Tag Free Flow do mercado e planos para cada perfil de motorista. Conheça em semparar.com.br, ou no SuperApp Sem Parar, se preferir.

## Perguntas frequentes

### O que é a cobrança proporcional por quilômetro rodado e por que ela importa?

É o conceito de fazer o motorista pagar uma tarifa calculada com base na distância exata que ele trafegou, em vez de pagar um valor fixo cheio a cada pórtico. Essa regra beneficia diretamente quem faz viagens curtas do dia a dia ou mora nas proximidades de um ponto de cobrança.

### O que acontece se eu passar por um pórtico hoje e não pagar a tarifa no prazo?

Como o debate no Congresso não interrompe as regras atuais, a falta de pagamento continua sendo considerada evasão de pedágio. Trata-se de uma infração grave de trânsito prevista no CTB, gerando multa no valor de R$ 195,23 e a adição de 5 pontos na carteira de habilitação do condutor.

### Como a discussão no Congresso pretende resolver a dificuldade de saber onde pagar?

Os parlamentares buscam alinhar as normas entre ANTT, Senatran e Contran para padronizar a comunicação e integrar os sistemas. O objetivo é evitar que o motorista tenha que acessar plataformas diferentes para cada concessionária, avançando com soluções de consulta centralizada, como a já existente no app CNH do Brasil.

### A cobrança do pedágio muda imediatamente após essa audiência no Congresso?

Não. A audiência pública é um espaço de debate e não altera as leis vigentes de imediato. A tarifa continua obrigatória para quem passa por qualquer pórtico ativo: se você tem tag, o débito ocorre automaticamente; se roda sem o dispositivo, precisa consultar a placa e realizar o pagamento nos canais oficiais dentro do prazo.

### Por que vale a pena usar tag enquanto as regras do pedágio ainda são debatidas?

A tag garante previsibilidade e automação no presente. Como o pagamento do Free Flow é debitado automaticamente na sua conta assim que o veículo cruza a estrutura, você não precisa acompanhar prazos manuais, consultar múltiplos portais após a viagem nem correr o risco de receber multas por esquecimento.
