A BR-262, entre Três Lagoas e Campo Grande, vai ter quatro pórticos de Pedágio Free Flow. Com as tarifas previstas em levantamento publicado em 21 de outubro de 2026, a viagem custaria R$ 57,60 por sentido na tarifa cheia e R$ 54,72 para quem usa tag, o que leva o trajeto de ida e volta a R$ 115,20. As estruturas estão em instalação e a cobrança ainda não começou.

Quem roda pela BR-262 já percebeu as novas estruturas metálicas sobre a pista. Elas são a cara do pedágio eletrônico de nova geração, aquele em que ninguém para, ninguém pega fila e a cobrança acontece depois da passagem.

Como vai funcionar o pedágio sem cancela na BR-262

Diferentemente das praças convencionais, o sistema usa pórticos instalados sobre as pistas. A concessão e a operação do trecho estão a cargo da concessionária Caminhos da Celulose, sob regulação e fiscalização da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul). Quando o veículo passa, câmeras de alta definição e sensores fazem a identificação eletrônica, registram a passagem e geram a tarifa correspondente.

Carros, caminhonetes, ônibus e caminhões seguem viagem sem precisar parar ou reduzir a velocidade por causa do pedágio, respeitando os limites da rodovia. É o modelo de livre passagem, e ele muda bastante a experiência de quem cruza o estado.

Os quatro pontos de cobrança e as tarifas previstas

Segundo o levantamento, os pórticos e as tarifas previstas para automóveis são:

  • Km 39, entre Três Lagoas e Água Clara: R$ 12,60 na tarifa normal, R$ 11,97 com tag.
  • Km 104, entre Três Lagoas e Água Clara: R$ 14,75 na tarifa normal, R$ 14,01 com tag.
  • Km 207, entre Água Clara e Ribas do Rio Pardo: R$ 16,55 na tarifa normal, R$ 15,72 com tag.
  • Km 292, entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande: R$ 13,70 na tarifa normal, R$ 13,02 com tag.

O total por sentido fica em R$ 57,60 na tarifa cheia e R$ 54,72 com tag. Esses valores já consideram o desconto de 8% oferecido no leilão da concessão.

Importante destacar que motocicletas estão previstas como isentas de tarifa em todos os pórticos do trecho. Além disso, por se tratarem de valores de referência, os preços finais ainda passarão por homologação formal da Agems antes de entrarem em vigor.

Duplicação e melhorias na malha da Celulose

A implantação do pedágio sem cancela faz parte de um plano de investimentos mais amplo para a infraestrutura do Mato Grosso do Sul. O contrato de concessão abrange cerca de 870 quilômetros de rodovias (incluindo as federais BR-262 e BR-267 e as estaduais MS-040, MS-338 e MS-395).

Para a BR-262, o cronograma inclui:

  • 102 quilômetros de duplicação: no trecho entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, com obras previstas para começar já em 2027;
  • Obras no trecho até Três Lagoas: implantação de terceiras faixas para ultrapassagem segura, recuperação completa do pavimento, pavimentação e melhoria de acostamentos e modernização da sinalização viária.

Onde entra a Tag Free Flow

A matéria é direta nesse ponto: a tag garante desconto adicional de 5% sobre a tarifa, e o contrato ainda prevê descontos progressivos para usuários frequentes de veículos leves. Quem faz o mesmo trecho com regularidade, a trabalho ou para visitar a família, sente a diferença no fim do mês.

Além da economia, existe o fator esquecimento. A reportagem cita que, para quem usa serviços de tag como Sem Parar, a cobrança pode acontecer automaticamente, conforme as condições contratadas. Já quem não tem o dispositivo precisa consultar os débitos vinculados à placa e pagar pelos canais oficiais dentro do prazo informado pela concessionária de até 30 dias, com opções de Pix ou cartão.

Por que isso importa para quem viaja pelo Mato Grosso do Sul

O trecho entre Três Lagoas e Campo Grande é rota de trabalho, de escoamento de produção e de viagem de família. Saber antes quanto a estrada vai custar ajuda a planejar o orçamento, escolher o melhor dia e evitar surpresa no extrato.

Também vale entender a mudança de hábito. No pedágio sem barreira, a conta não aparece na cancela. Ela aparece depois, e cabe ao motorista estar preparado. Com tag, essa preocupação simplesmente deixa de existir.

Previsão de início da cobrança para fevereiro de 2027

A estrutura segue em instalação, com um dos pórticos já praticamente concluído. A previsão informada pela concessionária Caminhos da Celulose é que a cobrança por fluxo livre tenha início em fevereiro de 2027, condicionada à entrega dos investimentos iniciais e à autorização formal da Agems.

Antes de pegar a BR-262, vale conferir se o seu carro já está pronto para o pedágio sem cancela. O Sem Parar tem a melhor Tag Free Flow do mercado, com planos que acompanham o seu jeito de rodar, e a passagem é registrada sem que você precise fazer nada.

Perguntas frequentes

Quanto custará a viagem entre Três Lagoas e Campo Grande pelo Free Flow da BR-262?

Para veículos de passeio, o trajeto completo custará R$ 57,60 por sentido na tarifa normal e R$ 54,72 para quem utiliza tag, totalizando R$ 115,20 para a viagem de ida e volta na tarifa cheia. Os valores já contemplam o desconto de 8% oferecido no leilão de concessão.

Onde estão localizados os quatro pórticos e quais são as tarifas previstas?

Os pórticos e as respectivas tarifas normais (e com tag) para automóveis estão distribuídos no km 39, entre Três Lagoas e Água Clara, com tarifa de R$ 12,60 (R$ 11,97 com tag); no km 104, entre Três Lagoas e Água Clara, por R$ 14,75 (R$ 14,01 com tag); no km 207, entre Água Clara e Ribas do Rio Pardo, por R$ 16,55 (R$ 15,72 com tag); e no km 292, entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, por R$ 13,70 (R$ 13,02 com tag).

Quais descontos estão previstos para quem utiliza tag ativa no trecho?

O uso da tag no para-brisa assegura um desconto adicional imediato de 5% sobre a tarifa em todas as passagens. Além disso, o contrato prevê a aplicação de descontos progressivos para usuários frequentes de veículos leves, reduzindo ainda mais o custo para quem realiza trajetos recorrentes no mesmo mês.

Já existe data confirmada para o início da cobrança do pedágio?

Não. As estruturas metálicas dos pórticos ainda estão em fase de montagem e instalação ao longo da rodovia. O início efetivo da cobrança dependerá da conclusão das obras operacionais e da autorização e homologação formal das tarifas pela Agems.

Como é feito o pagamento da tarifa para condutores sem tag?

Ao cruzar o pórtico sem o dispositivo, o veículo é identificado pelas câmeras por meio da placa. O motorista deve acessar os canais digitais oficiais da concessionária, como site ou aplicativo, e quitar o débito por Pix ou cartão em até 30 dias após a passagem.

O que acontece se a tarifa não for paga dentro do prazo regulamentar?

A ausência de quitação da tarifa avulsa em até 30 dias é caracterizada pelo Código de Trânsito Brasileiro como evasão de pedágio. A inadimplência sujeita o proprietário do veículo a uma infração grave de trânsito, com multa no valor de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH.

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